domingo, 1 de agosto de 2010

Agosto

Sempre é tempo de curar as feridas. Saber esperar cicatrizar as chagas de uma realidade que contrapoe nosso ser. Estou aprendendo a esperar e por mais dificil que possa ser estou aprendendo a curar minhas proprias feridas. A melhor medico ainda é aquela que te permite ser medico de si mesmo, como Jesus que fazia terapia da palavra, analise cardiologica em coraçoes machucados e clinica de vidas jà mortas pela amnesia de seu valor.
Ainda hoje me pergunto o que procuro e talvez seja esta sua mesma pergunta antes de dormir ou instantes antes de sair de casa e colocar os pes no mundo. O alvo parace-me muito incerto e pouco nitido. Muitas luzes ofuscam os olhos daquele que porta a verdadeira luz, mas nenhuma delas é mais forte que aquela que ele porta em seu coraçao.

Portanto que essa luz que voce porta te ilumine e resplandeca sobre sua face, porque no final das contas o importante é transcender e produzir vida em vidas, se os olhos sao o espelho da alma, façamos clinica dos olhos e terapia do olhar, para que com mais serenidade possamos receber o outro em nossa retina e sintetiza-lo como parte de nosso campo visual. 

Agosto seja bem vindo!

INNO ALL'AMORE (dalla prima lettera ai Corinti di San Paolo)


 Se parlo le lingue degli uomini
E anche quelle degli angeli,
Ma non ho amore,
Sono come un metallo che rimbomba,
Uno strumento che suona a vuoto.
 
Se ho il dono di essere profeta
E di conoscere tutti i misteri,
Se possiedo tutta la scienza
E anche una fede da smuovere i monti,
Ma non ho amore,
Io non sono niente.
 
Se do ai poveri tutti i miei averi,
Se offro il mio corpo alle fiamme,
Ma non ho amore,
Non mi serve a nulla.
 
Chi ama è paziente e generoso.
Chi ama non è invidioso,
Non si vanta,
Non si gonfia di orgoglio.
 
Chi ama è rispettoso,
Non cerca il proprio interesse,
Non cede alla collera,
Dimentica i torti.
 
Chi ama non gode dell'ingiustizia;
la verità è sua gioia.
 
Chi ama tutto scusa,
Di tutti ha fiducia,
Tutto sopporta,
Mai perde la speranza.
L'amore non tramonta mai.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

O erro está em quem?

  Dr Juliana Amaral


Muitas são as perguntas que chegam com queixas a respeito de namoros que não duram, de pessoas que percebem dificuldades em manter o relacionamento por longos períodos, de desencantos logo no início do namoro e assim por diante, ou seja, queixas sobre rupturas muitas vezes precoces que geram dúvidas e perguntas: quem errou? em quem está a falha?

Para exemplificar segue a seguinte pergunta "Meus relacionamentos não duram mais de um mês. Conheço alguém, me empolgo muito, mas depois começo a enjoar e a brigar por bobeira. Quero muito encontrar alguém especial e que me complete. Mas todos que conheço sempre têm defeitos que eu não suporto. As vezes, chego a pensar que o erro está em mim. Gostaria de alguma opinião que pudesse me ajudar a tornar permanentes minhas relações, uma vez que acabo perdendo pessoas legais e me desgastando com esses términos. Agradeço"

Voltando no tempo, quando todos éramos crianças, vamos recordar sobre nossas primeiras relações afetivas. No primeiro momento os pais, a família, os tios, todos faziam um grande e cuidadoso esforço para se adaptar às necessidades do bebê, muita atenção, carinho, cuidados e presença. Respeito e busca de compreensão ao que o bebê precisava, atitudes e gestos adultos para atender ao frágil bebê que chega no mundo precisando fazer grandes adaptações. De forma a fazer a vida dele mais fácil, todos contribuem com muita atenção. Nesse momento, apesar de viver algumas frustrações (afinal não existe um mundo, mesmo para o bebê, sem elas) o cenário é todo trabalhado de forma que elas sejam poucas e toleráveis para o bebê. Assim ele chega ao mundo se sentindo bem vindo e acolhido. Bebês vivem com seus pais uma relação plena em amor, afeto onde ele é sem dúvida o grande centro de suas vidas. Essa relação de profunda adaptação dos adultos com relação as necessidades do bebê dura alguns meses até que pouco a pouco os pais, em especial a mãe, retoma seus interesses no mundo lá fora e transforma com o tempo sua relação com a criança e ela passa a já não ser mais o exclusivo centro das atenções. O desenvolvimento, o crescimento vem acompanhado de perdas e frustrações, mas também de boas e novas experiências.

Tudo correndo bem, todos trarão um forte e primeiro registro de poucas falhas do ambiente até que gradativamente se fortalecem à medida que essas falhas aumentam. Fica portando a marca de uma forte ilusão que o mundo é num primeiro momento um lugar feito para nós.

O que vemos, e muito hoje em dia, são adultos que possivelmente por diversas razões não conseguiram dar o salto do amadurecimento emocional e buscam ainda nas suas relações afetivas o mesmo modelo que viveram no passado com seus pais. Buscam a ilusão de uma profunda adaptação às suas necessidades, buscam relacionamentos sem falhas (apesar deles próprios terem muitas) e buscam uma completude impossível de ser encontrada nos moldes que um dia conheceram.

"Mas todos que conheço sempre têm defeitos que eu não suporto". O que ela chama de defeitos insuportáveis, nada mais é do que as características de uma personalidade diferente da sua, alguém que pensa, sente e age de forma diferente, mas importante salientar que não necessariamente detestável, simplesmente que diverge. Esse é um bom exemplo de alguém que ainda não conseguiu dar o salto que todos precisamos a fim de conseguirmos travar relações afetivas na maturidade. A dificuldade em lidar com a diferença surge dessa forma, não tolerando o defeito do outro, relembrando que o defeito pode ser nada mais que uma característica diferente da sua.

"Conheço alguém, me empolgo muito, mas depois começo a enjoar e a brigar por bobeira." . Novamente é visto um modelo possivelmente infantil onde há a primeira ilusão de perfeição, ela se empolga, se interessa, mas aos primeiros sinais de divergência e diferença entre as personalidades, a defesa que se encontra é de enjoar da pessoa e brigar por bobeira e assim se afastar da causa do sofrimento. O que denota uma atitude infantil que ao invés de perceber que o outro tem falhas, mas que também tem qualidades, se fixa apenas nos pontos onde diferem e sente apenas a frustração não conseguindo reconhecer momentos de prazer e satisfação com o companheiro, eles passam a ter um peso menor ou quase nulo frente às frustrações. A defesa para o que incomoda é então brigar e enjoar. A briga no final acaba sendo com você mesma, o outro apenas representa suas próprias falhas e dificuldades.

"Quero muito encontrar alguém especial e que me complete." Buscar alguém especial é importante, fundamental, o risco existe na condição da completude. Quando se busca alguém que complete dois caminhos podem ser seguidos o infantil e o adulto. O infantil se configura por aquele que estamos falando, um parceiro "mãe/pai" que ame incondicionalmente, que faça esforços eternos em agradar, que tenha pouquíssimas falhas e se adapte a todas as necessidades. O adulto seria aquele que completa justamente nas diferenças, com quem se estabelece trocas constantes, tolerância para as diferenças e capacidade para frustrações. Se completar não significa se encaixar perfeitamente como na ilusão do amor dos contos de fada e sim encontrar amor, parceria e troca.

"As vezes, chego a pensar que o erro está em mim." Não precisamos falar em erro, mas é sem dúvida um ponto importante sobre o qual refletir. Podemos dizer que não o erro, mas a dificuldade em lidar com a alteridade está sim em quem age dessa forma. Sabemos que essa dificuldade não é necessariamente o único determinante para que os relacionamentos não venham dando certo, mas é certamente um aspecto muito prejudicial, afinal como manter um relacionamento adulto e maduro quando se ama de forma infantil?

Conclui-se por fim que amar na vida adulta é uma tarefa conquistada dia a dia e que começa seu aprendizado no passado, nas primeiras relações. Dessa base inicial vem a estrutura que nos permitirá amar o outro apesar de suas falhas e diferenças. Com o crescimento, tão necessário crescimento, aprende-se dia a dia que se relacionar é uma aventura vivida por duas pessoas, duas personalidades que ora terão suas semelhanças e ora suas diferenças. Essa é a graça do amor na vida adulta, mas poder viver esse amor de forma prazerosa exige que um caminho emocional tenha sido percorrido. Encontrar o prazer no amor adulto requer crescimento e requer que se abra mão de muitas fantasias e idealizações, apenas assim se estará verdadeiramente livre para amar o outro como ele é, apesar de suas falhas e defeitos.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

ENTÃO O QUE VALE? OS CAMINHOS DO ESPÍRITO E OS BENS QUE DELES ALCANCAMOS...

recebi esta carta de uma pessoa muito especial para mim..

18 de junho de 2010, sábado, 7 hs da manhã.

          Eu mesma já pensei que a felicidade são só os momentos felizes que passam e se esvaem como fumaça. Hoje, porém, tive uma grande lição, e por certo muito precisava. A bondade de Deus assim determinou.
          Um bebê tão frágil,como todos nascem me foi presenteado; ao vê-lo e pegá-lo no colo, logo após sua chegada a este mundo, tão frágil e pequeno, mas abrigando um espírito de luz radiante, a luz do Criador.
          CHARLES
          Filho de minha amiga Beth, na época vizinhas e passando por momentos difíceis em sua vida; meu marido, um homem acima de tudo bom, ajudou-me a prestar pequena ajuda a ela e assim é que estávamos na maternidade quando do nascimento do Charles.
         Pegando -o ao colo, nem me lembrava mais, mas disse (segundo a própria Beth) que ele teria uma grande e bonita missão em sua vida terrena!  Acontece que Charles acha que foi professia. Não. Não foi. Foi DEUS iluminando meu entendimento.Fez-me "enchergar" a luz que por certo "o ENVOLVIA"
         Charles, católico, como sua mãe, aos 22 anos reconheceu a inutilidade da matéria e tudo que dela vem. ENTÃO O QUE VALE? OS CAMINHOS DO ESPÍRITO E OS BENS que deles alcançamos, que são ETERNOS, que se aproximam da perfeição e de DEUS, a suprema PERFEIÇÃO. Que não nos deixam amargo sabor de vazio, apaziguam nossa alma, preenchendo-a de completa paz e felicidade. Foi então para o apostolado e hoje é já é Frei.
         Não me sinto dígna de tamanha felicidade, que esta bela criatura tenha se lembrado de mim e me telefonado da Itália onde agora se encontra completando seus estudos que o levará a uma categoria superior, desejada e mais do que merecida. Ele tem a UNÇÃO DE DEUS e a ajuda dos irmãos da luz que o amparam, ANJOS como ele mesmo.
         Aprendí então que a felicidade é, na realidade momentos de graça, mas que não se apagam nem se esvaem como a fumaça, porque fundo na minha alma ficará este dia, gravado para sempre. Aprendí que existe algo que nos remete a DEUS, nos eleva, nos tira dos abismos que nós mesmos cavamos com nosso afastamento dessa bendita força criadora, pura e sagrada FORÇA DE DEUS.
                                                                                          
Nancy "         

quarta-feira, 14 de julho de 2010

La vita comincia a quarant'anni?



Potrebbe essere vera questa frase di Platone (filosofo del secolo VI prima di Cristo) nel suo contesto storico, cioè l'antica Grecia, dove era molto apprezzata la saggezza dei più anziani. Oggi però mi sembra che la sapienza dei capelli bianchi sia stata sostituita dalla bellezza dei corpi plastici e dalla facce lisci e sempre giovani. .

Ma che cosa succede in questo nostro tempo? Questo è il problema: quando viviamo una apatia universale nulla accade. Quando Einstein disse che tutto era energia e anche la materia era energia condensata, forse non avrebbe visualizzato il nostro futuro che oggi è un simbolo della mancanza di energia e che non produce più la creatività e la grandezza del pensiero, ma produce bellezze artificiale. Energia male utilizzata!

Cosa voglio dire con questa piccola riflessione? Forse Platone aveva ragione e dobbiamo risorgere, forse clonare e moltiplicare il suo pensiero. La sua tesi è corretta, perché la vita comincia davvero a quarant'anni. Gli psicoanalisti sostengono che è in questo periodo, cioè quarant'anni, che l'uomo vive una grande crisi esistenziale e così, dopo questa fase, se lui resiste, certamente diventa più forte e più saggio. E se la vita inizia quando si raggiunge la piena maturità e saggezza di vivere, poi con il ragionamento logico, la vita veramente comincia a quarant'anni. Platone aveva ragione!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Noites com Sol...

Ouvi dizer que são milagres
Noites com sol
Mas hoje eu sei não são miragens
Noites com sol
Posso entender o que diz a rosa
Ao rouxinol
Peço um amor que me conceda
Noites com sol

Onde só tem o breu

Vem me trazer o sol
Vem me trazer amor
Pode abrir as janelas
Noites com o sol e neblina
Deixa rolar nas retinas
Deixa entrar o sol

Livre serás se não te prendem

Constelações
Então verás que não se vendem
Ilusões

Vem que eu estou tão só
Vamos fazer amor
Vem me trazer o sol
Vem me livrar do abandono
Meu coração não tem dono
Vem me aquecer nesse outono
Deixa o sol entrar

Pode abrir as janelas

Noites com sol são mais belas
Certas canções são eternas
deixa o Sol entrar

sábado, 10 de julho de 2010

Diante daquele que sofre eu me reconheço


No final da vida seremos julgados unicamente pelo pequeno amor que demos... pelo sedento, pelo nu, pelo prisioneiro e pelo faminto..... o amor nos salvara!

 
Compaixão! Hoje por duas vezes escutei essa palavra e ainda necessito escutar mais vezes. Talvez, um salto do eu para o outro seja um imperativo humano, um mandamento não apenas teologico mas tambem existencial.

Hoje é um belo dia de sabado, e para os habitantes da Italia, especialmente da cidade de Siena, pode se sentir ,de uma forma bem concreta, o escaldante Sol que nos aquece ao ponto de nos fazer suar, transpirar e chegar ao limite do calor. Limite, esta é a palavra que eu desejava utilizar para chegar ate ao tema central que é a compaixão. Sem limite não existe compaixão.
Parece que falo de amor e é a mais pura verdade, quando reflito sobre compaixão preciso antes meditar sobre o amor. Palavra que não saiu de moda, mas fora substituida e deslocada para a dimensão da paixão. Descontextualizaram o amor! 
Amor, compaixão e limite. Matrimônio de palavras que se entrelaçam e interpretam-se,tornam-se sinônimos de vida e quem as encontra no caminho conhece sua profundidade. O limite: ainda esta semana uma moça disse a seu namorado “cheguei ao limite”, palavras duras que certamente saiam de seu coração, porem, um pouco de tempo depois, com a respiração ofegante lançou se nos braços do rapaz,; uma palavra de limite para depois repousar na paz do amor; Amor: Mas aonde caminha o amor? Perguntou-me um rapaz do sul da Africa no meio de nossa aula de gramatica italiana e eu o respondi: estacionado em seu coração aguardando você aciona-lo. Basta poucas palavras para descobrir que a solução esta dentro e não fora. E a compaixào: no meu percurso diario, sempre caminho quarenta e cinco minutos  e neste percurso vejo e escuto muita coisa. Duas irmãs a frente de  uma Igreja Catolica rezavam por sua amiga doente. Interrogei para saber o porque de uma prece fora da Igreja se podiam fazer dentro e elas disseram que eram muçulmanas. Olhei em seus olhos e perguntei: Qual é a religião de Deus? Vi as duas depois, acendendo uma vela dentro da Igreja e fazendo suas orações.
Compaixão de rezar pelo outro que sofre e ao mesmo tempo rezar por você que sofre junto. Caminho de pedras que necessita ser percorrido e reconhecido, mais pesado quando se porta alguem no colo, porem mais edificante. O que você carrega no colo hoje? É muito pesado? A compaixão diminui o peso e torna leve o fardo, como disse Jesus “vinde a mim vos que estais cansado e fatigado que tornarei leve vosso fardo”, o amor cobre uma multidão de pecados e a compaixão absolve.
Que possamos caminhar com o coração pleno de amor. Seremos mais compassivos e generosos com os outros. Amar o proximo como a si mesmo hoje é decreto da humanidade carente de partilha e comunhão, não podemos mais comer o pão sozinhos ou andando depresssa, é preciso fazer refeição com o outro, descansar e colocar o pão sobre a mesa para fazer partilha. Mesmo que custe alguns minutos, saibas que não custarà a vida toda e nem você sabe ao certo se terà a vida toda. Esforce-se para ser um no meio, junto e com o outro. Basta de individualismo!